APROXIMANDO-SE DA PSICANÁLISE NUM JOGO DE PERGUNTAS E RESPOSTAS
Um livro com as perguntas que todos gostariam de fazer para os especialistas, mas nem sempre têm esta oportunidade. Neste livro estão reunidas perguntas feitas em programas de tv, rádio, revistas e jornais, com respostas simples e de fácil entendimento. Tire suas dúvidas sobre criação dos filhos, relacionamento, doenças modernas etc.
Olhares e Soluções O mundo contemporâneo é dinâmico e transformador. Nossos colaboradores atuais não são os mesmos de alguns anos atrás, por isso, não há mais como continuar na MESMICE dos trabalhos propostos pelas consultorias generalistas. É inevitável trazermos às discussões os elementos que constituem esta nova geração. Formações discursivas, consumo, espetáculo, acesso livre, comunicação, informação, limite são alguns pontos trabalhados neste NOVO OLHAR.
MÉTODO EXCLUSIVO DE TRABALHO ESTUDADO POR ELIZANDRA SOUZA.
Com anos de experência no trabalhado clínico, atendendo principalmente profissionais de negócios, executivos e empresários, percebeu que os RH das empresas sempre foram alvo de críticas, pois agiam com as mesmas técnicas e os mesmos discursos, sugerindo uma rotina nada construtiva.
O trabalho em empresas iniciou-se após sua formação em Adm. de RH, mas não era foco principal, justamente pela 'mesmice' recorrente. Sua maior representação no ramo empresarial foi conquistada através de palestras.
Entretanto, a pesquisa sempre foi seu forte e o sujeito atual, contemporâneo e todas as suas possibilidades constitutivas tem sido presente nos últimos anos.
Com anos de experência no trabalhado clínico, atendendo principalmente profissionais de negócios, executivos e empresários, percebeu que os RH das empresas sempre foram alvo de críticas, pois agiam com as mesmas técnicas e os mesmos discursos, sugerindo uma rotina nada construtiva.
O trabalho em empresas iniciou-se após sua formação em Adm. de RH, mas não era foco principal, justamente pela 'mesmice' recorrente. Sua maior representação no ramo empresarial foi conquistada através de palestras.
Entretanto, a pesquisa sempre foi seu forte e o sujeito atual, contemporâneo e todas as suas possibilidades constitutivas tem sido presente nos últimos anos.
Entre algumas experiências em empresas e a dedicação na clínica, foi possível desenvolver um olhar diferenciado para o desenvolvimento e gestão de pessoas.
segunda-feira
terça-feira
CHEGANDO AO LIMITE! A síndrome que afeta os profissionais
Diante de tantas nomenclaturas inventadas ou designadas para as patologias modernas, surge mais uma, a síndrome de burnout. O que nos faz pensar se são as pessoas com determinados sintomas específicos que demandam nomes, conceitos e tratamentos diferenciados, ou se são a partir dos novos nomes de patologias que emergem mais doentes.
Quando relatamos os sintomas desta ou daquela patologia, qualquer um de nós se reconhece e, muitas vezes, até se autodiagnostica doente. Mas as condições gerais, que instauram as patologias da vida moderna, via de regra evidencia o descaso que os sujeitos têm consigo, com seus corpos, com seus sentimentos, com seus conflitos internos.
A pouca importância dada ao ser por ele mesmo começa a ser a característica mais acentuada em diversas patologias que entrelaçam as questões físicas e psicológicas, implicando o sujeito num outro modo de operação comportamental e de deslocamento subjetivo.
A síndrome de burnout refere-se a um conjunto de sintomas que ocorrem em profissionais que na dedicação intensa ao trabalho, tentam ultrapassar seus limites, até por desconhecimento, chegando ao colapso. Como na famosa frase "não agüento mais".
Para além do estresse, o burnout tem o sentido de exaustão crônica relacionada ao trabalho, onde profissionais vivem tensão emocional constante, são exigidos atenção constante e muitas responsabilidades. Além disso, existe um forte e constante sentimento de discrepância entre aquilo que o profissionais percebe, enquanto atividades realizadas e a percepção de não reconhecimento por parte de superiores, colegas ou outros envolvidos.
As condições organizacionais nem sempre, ou quase nunca, permitem que o sujeito integre todas as suas dimensões subjetivas. As demandas profissionais em contraponto com as perspectivas de satisfação impactam na saúde do trabalhador lentamente, muitas vezes sendo invisíveis num primeiro momento ao sujeito.
Cada profissão exige do sujeito um conjunto de recursos subjetivos e interpessoais para que possa exercer de maneira satisfatória seu trabalho, mas não indicam caminhos, meios ou instrumentos para produção do cuidado de si, se movimentando, então para um trabalho muito solitário e somente quando o executivo se dispõe integralmente a olhar-se.
De acordo com Marx, o homem quando trabalha, põe em movimento as forças de seu corpo e imprimi sua forma ao trabalho, ao mesmo tempo que modificas os recursos da natureza externo, é modificado internamente. O trabalho faz parte do processo de construção do sujeito, participando do sentido dado por ele à vida. O sujeito se singulariza pelo trabalho e se identifica com o mundo.
Custos com a não assistência, demora na procura de tratamento, de ajuda tornam os transtornos emocionais e subjetivos mais incapacitantes e prolongados. Questões políticas, sociais, éticas, culturais, econômicas inviabilizam a compreensão dos conflitos emocionais, ou seja, ainda há muito preconceito e uma certa crença em acreditar que tudo se resolve sozinho ou, simplesmente, que os problemas consigo mesmo passam.
Hoje é extremamente evidente que o profissional não reage mecanicamente aos fatores externos de trabalho e que sua satisfação vai muito além das compensações salariais. A abordagem subjetiva é melhor avaliada e analisada nos processos de trabalho e de saúde profissional.
Uma análise sobre o trabalho ou a profissão do sujeito, a partir da psicanálise, nos leva a pensar no quanto a carga psíquica pode ser fonte de prazer e bem-estar quando sua descarga é bem sucedida. E, por outro lado, quando há tensão demais, sem descarga possível, o desprazer se evidencia, gerando sofrimento. Isto significa aqueles acúmulos de atividades, decisões, atitudes, comportamentos, exigências que estabelecem os executivos com seu trabalho. Portanto, a insatisfação tem maior relação com o sofrimento do profissional e seus conflitos internos, que tornam obscuros muitos processos externos.
A psicanálise contempla esta interrelação do interno e do externo, do físico e do psíquico, do comportamento e das emoções. Quando algo está acontecendo, em qualquer um destes aspectos, é importante que o sujeito se veja integralmente, ou seja, em todas as suas dimensões subjetivas e objetivas.
O esgotamento surgido na síndrome de burnout afeta aspectos físicos, emocionais e cognitivos. Indicativos desta patologia são desatenção, nervosismo, fadiga, problemas cardíacos, ansiedade, disfunção digestiva, distúrbios do sono, intolerância, problemas respiratórios, tendência ao excesso de álcool, drogas ou medicação, aumento de colesterol, palpitações, dores, infelicidade, medo, insegurança. Sintomas que são comumente confundidos com o estresse, mas é muito mais que isto, pois as situações estressantes são crônicas e relacionados ao trabalho.
As características da síndrome de burnout, segundo pesquisadores como Malash, Delvaux, Lambert, entre outros são:
- exaustão emocional – energias esgotadas, sentem que não podem fazer mais, irritabilidade, cansaço, sinais de depressão e/ou ansiedade, propensão a acidentes, abuso de álcool, surgimento de doenças psicossomáticas.
- despersonalização – sentimentos e atitudes negativas, insensíveis e de cinismo às pessoas, desconsideração das relações afetivas.
- falta de envolvimento pessoal no trabalho – evolução negativa no trabalho, baixa auto estima.
- depressão – ausência de prazer em viver (breves, moderados ou graves).
Olhar-se, cuidar-se e procurar profissionais adequados são as primeiras iniciativas para um tratamento. Nunca abrir mão dos profissionais que trabalham com o psiquismo ou as emoções, pois mais do que tratar os sintomas, é necessário conhecer as causas e saber lidar com as dificuldades de transformação. E quando atingem o corpo, o físico é preciso procurar os profissionais indicados, como cardiologistas, gastroenterologistas, neurologistas, dermatologistas, principalmente para afastar qualquer indício de coisas mais graves.
Elizandra Souza - Psicanalista, Professora, Diretora da Comissão de Ética do Sindicato dos Psicanalistas do Estado de São Paulo, Escreveu o livro "Aproximando-se da Psicanálise num jogo de perguntas e respostas"
www.elizandrasouza.com.br
Quando relatamos os sintomas desta ou daquela patologia, qualquer um de nós se reconhece e, muitas vezes, até se autodiagnostica doente. Mas as condições gerais, que instauram as patologias da vida moderna, via de regra evidencia o descaso que os sujeitos têm consigo, com seus corpos, com seus sentimentos, com seus conflitos internos.
A pouca importância dada ao ser por ele mesmo começa a ser a característica mais acentuada em diversas patologias que entrelaçam as questões físicas e psicológicas, implicando o sujeito num outro modo de operação comportamental e de deslocamento subjetivo.
A síndrome de burnout refere-se a um conjunto de sintomas que ocorrem em profissionais que na dedicação intensa ao trabalho, tentam ultrapassar seus limites, até por desconhecimento, chegando ao colapso. Como na famosa frase "não agüento mais".
Para além do estresse, o burnout tem o sentido de exaustão crônica relacionada ao trabalho, onde profissionais vivem tensão emocional constante, são exigidos atenção constante e muitas responsabilidades. Além disso, existe um forte e constante sentimento de discrepância entre aquilo que o profissionais percebe, enquanto atividades realizadas e a percepção de não reconhecimento por parte de superiores, colegas ou outros envolvidos.
As condições organizacionais nem sempre, ou quase nunca, permitem que o sujeito integre todas as suas dimensões subjetivas. As demandas profissionais em contraponto com as perspectivas de satisfação impactam na saúde do trabalhador lentamente, muitas vezes sendo invisíveis num primeiro momento ao sujeito.
Cada profissão exige do sujeito um conjunto de recursos subjetivos e interpessoais para que possa exercer de maneira satisfatória seu trabalho, mas não indicam caminhos, meios ou instrumentos para produção do cuidado de si, se movimentando, então para um trabalho muito solitário e somente quando o executivo se dispõe integralmente a olhar-se.
De acordo com Marx, o homem quando trabalha, põe em movimento as forças de seu corpo e imprimi sua forma ao trabalho, ao mesmo tempo que modificas os recursos da natureza externo, é modificado internamente. O trabalho faz parte do processo de construção do sujeito, participando do sentido dado por ele à vida. O sujeito se singulariza pelo trabalho e se identifica com o mundo.
Custos com a não assistência, demora na procura de tratamento, de ajuda tornam os transtornos emocionais e subjetivos mais incapacitantes e prolongados. Questões políticas, sociais, éticas, culturais, econômicas inviabilizam a compreensão dos conflitos emocionais, ou seja, ainda há muito preconceito e uma certa crença em acreditar que tudo se resolve sozinho ou, simplesmente, que os problemas consigo mesmo passam.
Hoje é extremamente evidente que o profissional não reage mecanicamente aos fatores externos de trabalho e que sua satisfação vai muito além das compensações salariais. A abordagem subjetiva é melhor avaliada e analisada nos processos de trabalho e de saúde profissional.
Uma análise sobre o trabalho ou a profissão do sujeito, a partir da psicanálise, nos leva a pensar no quanto a carga psíquica pode ser fonte de prazer e bem-estar quando sua descarga é bem sucedida. E, por outro lado, quando há tensão demais, sem descarga possível, o desprazer se evidencia, gerando sofrimento. Isto significa aqueles acúmulos de atividades, decisões, atitudes, comportamentos, exigências que estabelecem os executivos com seu trabalho. Portanto, a insatisfação tem maior relação com o sofrimento do profissional e seus conflitos internos, que tornam obscuros muitos processos externos.
A psicanálise contempla esta interrelação do interno e do externo, do físico e do psíquico, do comportamento e das emoções. Quando algo está acontecendo, em qualquer um destes aspectos, é importante que o sujeito se veja integralmente, ou seja, em todas as suas dimensões subjetivas e objetivas.
O esgotamento surgido na síndrome de burnout afeta aspectos físicos, emocionais e cognitivos. Indicativos desta patologia são desatenção, nervosismo, fadiga, problemas cardíacos, ansiedade, disfunção digestiva, distúrbios do sono, intolerância, problemas respiratórios, tendência ao excesso de álcool, drogas ou medicação, aumento de colesterol, palpitações, dores, infelicidade, medo, insegurança. Sintomas que são comumente confundidos com o estresse, mas é muito mais que isto, pois as situações estressantes são crônicas e relacionados ao trabalho.
As características da síndrome de burnout, segundo pesquisadores como Malash, Delvaux, Lambert, entre outros são:
- exaustão emocional – energias esgotadas, sentem que não podem fazer mais, irritabilidade, cansaço, sinais de depressão e/ou ansiedade, propensão a acidentes, abuso de álcool, surgimento de doenças psicossomáticas.
- despersonalização – sentimentos e atitudes negativas, insensíveis e de cinismo às pessoas, desconsideração das relações afetivas.
- falta de envolvimento pessoal no trabalho – evolução negativa no trabalho, baixa auto estima.
- depressão – ausência de prazer em viver (breves, moderados ou graves).
Olhar-se, cuidar-se e procurar profissionais adequados são as primeiras iniciativas para um tratamento. Nunca abrir mão dos profissionais que trabalham com o psiquismo ou as emoções, pois mais do que tratar os sintomas, é necessário conhecer as causas e saber lidar com as dificuldades de transformação. E quando atingem o corpo, o físico é preciso procurar os profissionais indicados, como cardiologistas, gastroenterologistas, neurologistas, dermatologistas, principalmente para afastar qualquer indício de coisas mais graves.
Elizandra Souza - Psicanalista, Professora, Diretora da Comissão de Ética do Sindicato dos Psicanalistas do Estado de São Paulo, Escreveu o livro "Aproximando-se da Psicanálise num jogo de perguntas e respostas"
www.elizandrasouza.com.br
Empresários e executivos como sujeitos de desejos e limitações
As exigências do mundo moderno fazem com que homens e mulheres se obriguem constantemente à superação de desafios e obstáculos. E ainda que, se reconheçam como seres humanos comuns, suas superações visam a total eficiência, intimando-os a se posicionarem como super-homens ou super-mulheres.
Esta demanda social é fortíssima para qualquer pessoa, mas quando falamos sobre empresários, executivos ou outras pessoas que assumem posição de comando, a superação se amplia, pois o olhar não é individual, se volta para as questões da empresa, dos negócios e dos colaboradores.
Os empresários e executivos sabem do valor dado ao lado emocional e psicológico de seus colaboradores e como os conflitos que envolvem problemas de comportamento e relacionamento são devastadores para as empresas. São eles que vão gerenciar o funcionamento das atividades empresariais e o funcionamento das relações de seus colaboradores.
A busca desses homens e mulheres de negócios é por melhores condições de trabalho para aqueles que dependem da empresa, incluindo recursos financeiros e benefícios, pois percebem esta necessidade e visam o desenvolvimento das atividades de forma mais assertiva e satisfatória.
Hoje, tanto nas seleções como nos treinamentos, os aspectos emocionais e psicológicos são avaliados e analisados como condições fundamentais para a manutenção do emprego. Relacionamento interpessoal, inteligência emocional, negociação de conflitos são temas recorrentes nos movimentos dos recursos humanos.
Esta carga de ações e pensamentos exigida do empresário/ executivo, tanto para os resultados dos objetivos da empresa, como para o planejamento e forma de execução, sem nunca esquecer de que lidam com pessoas, que também carregam objetivos, comportamentos, pensamentos e conflitos, ao mesmo tempo que movimenta este empresário/ executivo para o desenvolvimento de seu trabalho, também o afasta de si mesmo e de seus conflitos internos.
Queremos pensar e dar atenção, então, para este sujeito (empresário/ executivo), que assume várias posições dentro da empresa: de comando, liderança, chefia, administração, gerência, mas também se preocupa com a negociação de conflitos, supervisão da qualidade e apresentação de resultados, acumulando uma série de exigências, que quando voltadas para as soluções do trabalho, soluções externas ou dos colaboradores, consegue dar conta, mas, em geral, não voltam seus olhares para suas questões individuais.
Este homem ou mulher de negócios é também um ser de emoções, de alma, que adota os problemas da empresa, dos negócios, dos colaboradores, mas que não sabe lidar com os próprios conflitos. Muitas vezes, é envolvido por questões pessoais que não reconhece como dificuldade ou problema e acaba não podendo resolver. Sem perceber, descontam em pessoas ou objetos, que diretamente não fizeram nada para eles, como cônjuges, filhos, colegas, colaboradores, cachorros, trânsito.
As questões mais íntimas, esses fantasmas ou demônios, surgem para qualquer sujeito e todos sentem certa dificuldade em assumir que seus conflitos existem. Porém, o empresário/ executivo, por ser a pessoa que sempre tem uma carta na manga para solucionar problemas, pois ele é o centro das resoluções, tem mais dificuldade de se perceber numa situação de não saber o que fazer, principalmente, quando este não saber se pontua no si mesmo, nos seus pensamentos e sentimentos.
O sujeito de negócios é visto como o equilíbrio da empresa, o ser da segurança, posto num cargo de grande exigência, não só sobre as questões intelectuais, mas também sobre as questões comportamentais dos colaboradores, contudo não se dá conta de que é um sujeito comum, que sente, pensa, necessita, ama, espera.
O empresário não se permite ter dúvidas; não se permite sentir; não se permite não saber o que fazer consigo e com o que pensa e sente. Não se permite desconhecer. Sofre, e sofre calado, mais do que qualquer outro colaborador, pois sofre sem pedir ajuda, sem poder demonstrar que ali há um ser humano que tem emoções e que também fraqueja.
Por ser considerado e exigido nesta posição, e por ele assumir esta posição, não se permite pequenos pontos de interrogação, como se tivesse em constante resistência. Resiste não como forma de se acreditar melhor do ninguém, não como uma forma de ser arrogante, mas resiste como necessidade, porque se sua posição for abalada, não é só a ele, como sujeito, que a desestruturação acontece.
Carrega as dores, as emoções, os conflitos também daqueles que o rodeiam e mesmo que tente se afastar, a todo momento é chamado a prestar esta atenção, pois é ele que tem que resolver quando há necessidade de um novo treinamento, de uma nova abordagem, de nova solução para aqueles conflitos que estão aparecendo.
Entrar em contato consigo mesmo, com suas emoções, pensamentos, limitações e com seus desejos mais íntimos é uma dificuldade que passa qualquer pessoa. Nós não aprendemos a nos enxergar como sujeitos para além daquilo que é racional. Essa dificuldade é maior para o empresário porque dele é exigido demais, racionalmente. Olhar para si ou cuidar de si não cruzam com as ações desses homens e mulheres de negócios.
É comum estas pessoas, sem perceber, levarem suas questões pessoais para a empresa e vice-versa, quando, por exemplo, se irritam com mais facilidade; quando têm dificuldade para resolver algumas questões, onde o que antes era fácil começou a pesar ou complicar; quando percebem que o que era prazeroso se torna um transtorno, se torna um desafio grande demais; quando não conseguem motivação, nem para si, nem para seus colaboradores.
Não têm a consciência de seus conflitos e fantasmas, mas percebem quando alguns sintomas ficam visíveis, por exemplo, não tendo paciência, se tornando intolerantes, onde as outras pessoas sentem receio em dialogar. Eles se afligem e não sabem como agir, não sabem o que fazer com que está acontecendo com eles e com as coisas a sua volta. Agem de forma constante, rotineira, mecânica, sem parar para pensar ou se questionar sobre o que realmente estão fazendo; sobre se há benefícios ou não naquilo que fazem; sobre o que sentem em relação ao que fazem; aliás, sobre o que, realmente, sentem. Mesmo porque, quando fazem esta reflexão sofrem, não têm respostas e se sentem num vazio. Apresentam nervosismo, inquietação, indisponibilidade, indisposição, falta de sentido, necessidade de carinho, falta de vontade, constante obrigação a si mesmo, cobrança em fazer, resolver, empreender.
As pessoas que precisam revolver coisas demais, não percebem e não diferem o que são questões próprias e o que são questões externas, pois comumente anulam ou deixam de lado suas aflições, dúvidas e vontades. Conflitos estes, que não são considerados importantes, relevantes ou são impróprios para se pensar no momento, surgem em forma de impaciência, irritação, desatenção, esquecimento, e levam o sujeito a apresentar comportamentos negativos sem perceber. O cuidado de si é sempre posto adiante.
Cria-se uma expectativa em torno desses empresários e executivos, numa relação de dependência, mas assumida somente como a dependência dos outros em relação a eles, de suas ações, de seus planejamentos e de suas soluções. A responsabilidade é carregada com excessos de pressão e permeada pela culpa e possibilidade de erro. O peso é da preocupação, como se a qualquer momento tivesse que tomar uma decisão, que só cabe a ele fazer, que depende somente dele. Não é só uma pressão demasiada, mas um sentimento de extração, como se fosse, constantemente, sugado.
Alguns sintomas como medos, angústias, palpitações, dores de cabeça, sudoreses, dor de estômago, ansiedade, nomeados estresse, podem sugerir muito mais que a pressão constante do trabalho ou o esgotamento mental e físico, ainda que estes, também, sejam sinais de necessidade de parada; um pedido do corpo e da alma de um pouco de atenção e cuidado.
Destaco a importância desse olhar-se e sentir-se. Reconhecer-se como um sujeito comum, que também faz interrogações sobre si mesmo. E mais ainda, saber e compreender que quanto mais é assumida e exigida esta posição de administrador, líder, pensador e solucionador, mais deverá ser o cuidado de si, pois o sujeito não é máquina.
Esta demanda social é fortíssima para qualquer pessoa, mas quando falamos sobre empresários, executivos ou outras pessoas que assumem posição de comando, a superação se amplia, pois o olhar não é individual, se volta para as questões da empresa, dos negócios e dos colaboradores.
Os empresários e executivos sabem do valor dado ao lado emocional e psicológico de seus colaboradores e como os conflitos que envolvem problemas de comportamento e relacionamento são devastadores para as empresas. São eles que vão gerenciar o funcionamento das atividades empresariais e o funcionamento das relações de seus colaboradores.
A busca desses homens e mulheres de negócios é por melhores condições de trabalho para aqueles que dependem da empresa, incluindo recursos financeiros e benefícios, pois percebem esta necessidade e visam o desenvolvimento das atividades de forma mais assertiva e satisfatória.
Hoje, tanto nas seleções como nos treinamentos, os aspectos emocionais e psicológicos são avaliados e analisados como condições fundamentais para a manutenção do emprego. Relacionamento interpessoal, inteligência emocional, negociação de conflitos são temas recorrentes nos movimentos dos recursos humanos.
Esta carga de ações e pensamentos exigida do empresário/ executivo, tanto para os resultados dos objetivos da empresa, como para o planejamento e forma de execução, sem nunca esquecer de que lidam com pessoas, que também carregam objetivos, comportamentos, pensamentos e conflitos, ao mesmo tempo que movimenta este empresário/ executivo para o desenvolvimento de seu trabalho, também o afasta de si mesmo e de seus conflitos internos.
Queremos pensar e dar atenção, então, para este sujeito (empresário/ executivo), que assume várias posições dentro da empresa: de comando, liderança, chefia, administração, gerência, mas também se preocupa com a negociação de conflitos, supervisão da qualidade e apresentação de resultados, acumulando uma série de exigências, que quando voltadas para as soluções do trabalho, soluções externas ou dos colaboradores, consegue dar conta, mas, em geral, não voltam seus olhares para suas questões individuais.
Este homem ou mulher de negócios é também um ser de emoções, de alma, que adota os problemas da empresa, dos negócios, dos colaboradores, mas que não sabe lidar com os próprios conflitos. Muitas vezes, é envolvido por questões pessoais que não reconhece como dificuldade ou problema e acaba não podendo resolver. Sem perceber, descontam em pessoas ou objetos, que diretamente não fizeram nada para eles, como cônjuges, filhos, colegas, colaboradores, cachorros, trânsito.
As questões mais íntimas, esses fantasmas ou demônios, surgem para qualquer sujeito e todos sentem certa dificuldade em assumir que seus conflitos existem. Porém, o empresário/ executivo, por ser a pessoa que sempre tem uma carta na manga para solucionar problemas, pois ele é o centro das resoluções, tem mais dificuldade de se perceber numa situação de não saber o que fazer, principalmente, quando este não saber se pontua no si mesmo, nos seus pensamentos e sentimentos.
O sujeito de negócios é visto como o equilíbrio da empresa, o ser da segurança, posto num cargo de grande exigência, não só sobre as questões intelectuais, mas também sobre as questões comportamentais dos colaboradores, contudo não se dá conta de que é um sujeito comum, que sente, pensa, necessita, ama, espera.
O empresário não se permite ter dúvidas; não se permite sentir; não se permite não saber o que fazer consigo e com o que pensa e sente. Não se permite desconhecer. Sofre, e sofre calado, mais do que qualquer outro colaborador, pois sofre sem pedir ajuda, sem poder demonstrar que ali há um ser humano que tem emoções e que também fraqueja.
Por ser considerado e exigido nesta posição, e por ele assumir esta posição, não se permite pequenos pontos de interrogação, como se tivesse em constante resistência. Resiste não como forma de se acreditar melhor do ninguém, não como uma forma de ser arrogante, mas resiste como necessidade, porque se sua posição for abalada, não é só a ele, como sujeito, que a desestruturação acontece.
Carrega as dores, as emoções, os conflitos também daqueles que o rodeiam e mesmo que tente se afastar, a todo momento é chamado a prestar esta atenção, pois é ele que tem que resolver quando há necessidade de um novo treinamento, de uma nova abordagem, de nova solução para aqueles conflitos que estão aparecendo.
Entrar em contato consigo mesmo, com suas emoções, pensamentos, limitações e com seus desejos mais íntimos é uma dificuldade que passa qualquer pessoa. Nós não aprendemos a nos enxergar como sujeitos para além daquilo que é racional. Essa dificuldade é maior para o empresário porque dele é exigido demais, racionalmente. Olhar para si ou cuidar de si não cruzam com as ações desses homens e mulheres de negócios.
É comum estas pessoas, sem perceber, levarem suas questões pessoais para a empresa e vice-versa, quando, por exemplo, se irritam com mais facilidade; quando têm dificuldade para resolver algumas questões, onde o que antes era fácil começou a pesar ou complicar; quando percebem que o que era prazeroso se torna um transtorno, se torna um desafio grande demais; quando não conseguem motivação, nem para si, nem para seus colaboradores.
Não têm a consciência de seus conflitos e fantasmas, mas percebem quando alguns sintomas ficam visíveis, por exemplo, não tendo paciência, se tornando intolerantes, onde as outras pessoas sentem receio em dialogar. Eles se afligem e não sabem como agir, não sabem o que fazer com que está acontecendo com eles e com as coisas a sua volta. Agem de forma constante, rotineira, mecânica, sem parar para pensar ou se questionar sobre o que realmente estão fazendo; sobre se há benefícios ou não naquilo que fazem; sobre o que sentem em relação ao que fazem; aliás, sobre o que, realmente, sentem. Mesmo porque, quando fazem esta reflexão sofrem, não têm respostas e se sentem num vazio. Apresentam nervosismo, inquietação, indisponibilidade, indisposição, falta de sentido, necessidade de carinho, falta de vontade, constante obrigação a si mesmo, cobrança em fazer, resolver, empreender.
As pessoas que precisam revolver coisas demais, não percebem e não diferem o que são questões próprias e o que são questões externas, pois comumente anulam ou deixam de lado suas aflições, dúvidas e vontades. Conflitos estes, que não são considerados importantes, relevantes ou são impróprios para se pensar no momento, surgem em forma de impaciência, irritação, desatenção, esquecimento, e levam o sujeito a apresentar comportamentos negativos sem perceber. O cuidado de si é sempre posto adiante.
Cria-se uma expectativa em torno desses empresários e executivos, numa relação de dependência, mas assumida somente como a dependência dos outros em relação a eles, de suas ações, de seus planejamentos e de suas soluções. A responsabilidade é carregada com excessos de pressão e permeada pela culpa e possibilidade de erro. O peso é da preocupação, como se a qualquer momento tivesse que tomar uma decisão, que só cabe a ele fazer, que depende somente dele. Não é só uma pressão demasiada, mas um sentimento de extração, como se fosse, constantemente, sugado.
Alguns sintomas como medos, angústias, palpitações, dores de cabeça, sudoreses, dor de estômago, ansiedade, nomeados estresse, podem sugerir muito mais que a pressão constante do trabalho ou o esgotamento mental e físico, ainda que estes, também, sejam sinais de necessidade de parada; um pedido do corpo e da alma de um pouco de atenção e cuidado.
Destaco a importância desse olhar-se e sentir-se. Reconhecer-se como um sujeito comum, que também faz interrogações sobre si mesmo. E mais ainda, saber e compreender que quanto mais é assumida e exigida esta posição de administrador, líder, pensador e solucionador, mais deverá ser o cuidado de si, pois o sujeito não é máquina.
JOVENS NO MERCADO DE TRABALHO
É muito claro, atualmente, a dificuldade enfrentada pelas empresas para encontrar profissionais comprometidos com seu emprego. Ao mesmo tempo, que a demanda por trabalho é grande, a demanda por bons profissionais também cresce. E bons profissionais não são, necessariamente ou somente, os altamente qualificados, mas, principalmente, se buscam profissionais que queiram aprender, que queiram se comprometer, que queiram realmente ser profissionais.
Obviamente, este não é um problema pontual, que está depositado nas empresas. Este problema é consequência de uma construção social e discursiva que se segue desde anos atrás com a tentativa incisiva de flexibilidade profissional. Se há 40 anos o ideal e admirável era o profissional que se estabelecia num mesmo emprego por mais de 20/ 30 anos, a partir dos anos 80/ 90, o ideal profissional foi sendo transformado pelo discurso de não acomodação, ou seja, o profissional que se “prendia” a uma única empresa ou emprego por mais 6/7 anos passou a ser encarado como um sujeito acomodado, inflexível e sem perspectiva.
Outro ponto importante desta mudança conceitual sobre o profissional ideal está no aporte tecnológico que temos hoje. As denominadas “novas tecnologias”, que estão em estado constante de transformação, por isso são sempre novas, exige grande flexibilidade prática do profissional, assim como, este deve ter possibilidade de adaptação aos novos processos de trabalho.
Hoje, temos uma geração que nasceu ou se formou em meio a estes discursos e esta forma “camaleão” de ser, resultando em questões altamente positivas, como em problemas que crescem a cada momento.
Além do comportamento descompromissado, os jovens contemporâneos não possuem referenciais de comportamentos adequados nas empresas. Ainda sob o discurso da não limitação, da liberdade a qualquer preço, os jovens profissionais rejeitam padrões de comportamento que seja considerado apropriado.
Desde o término da ditadura no Brasil, palavras como limite, restrição, censura são consideradas negativas e contrárias ao desenvolvimento e ao progresso. Qualquer forma de determinação de regras de comportamento foi considerada um obstáculo à formação do sujeito. Bandeira levantada pela administração, pela pedagogia, pela psicologia, pela economia, pelas ciências humanas de forma geral, o vislumbre pelo sujeito ideal, enquanto livre e autônomo, foi considerado somente possível se não houvesse modelação de comportamento ou de pensamento.
Se o sujeito pudesse escolher por si só seu caminho, se pudesse experimentar todas as coisas do mundo, se não lhe fosse imposto limites ou nenhuma regra limitante, se o sujeito pudesse se movimentar de todas as formas, sem a necessidade de definição, não sendo considerado somente por sua quantidade de produção e trabalho.
Em entrevistas, seleções e treinamentos os jovens profissionais demostram sua variável fascinação pelo trabalho, que num momento se coloca entusiasmado e logo em seguida se desmotiva. O que será que querem? Quais são seus reais objetivos na vida? Estas questões são feitas diariamente por empregadores. A geração da informação se transforma na geração do descompromisso, daqueles que não instituem um foco e daqueles que parecem não vislumbrarem um futuro.
A rapidez da informação e das mudanças, frutos do avanço tecnológico, parece atrapalhar a constituição de um desejo futuro. É como se o futuro nunca fosse chegar, pois o presente já é por si só instável.
As empresas sofrem com esta dispersão de objetivos que resulta na alta rotatividade de funcionários. Apesar de pesquisarem e buscarem benefícios para seus colaboradores, acreditando que quanto mais puderem oferecer, mais próximos estarão da estabilidade, percebem que isto não acontece.
Nada satisfaz àquele que nada deseja. O que falta a estes jovens que estão agora no mercado de trabalho é a própria falta, que gera o desejo. Falta a falta. Quando se tem tudo ou se acredita ter tudo, não há o que desejar, portanto não há o que construir, não há o que buscar, não há por que lutar.
Por isso, por mais que as empresas e os empregadores instalem benefícios, não há garantia nenhuma de consolidação profissional destes jovens inseridos no discurso atual. O trabalho com estes profissionais não se institui com treinamentos comumente conjugados, é mais profundo, mais específico e bem mais elaborado.
Obviamente, este não é um problema pontual, que está depositado nas empresas. Este problema é consequência de uma construção social e discursiva que se segue desde anos atrás com a tentativa incisiva de flexibilidade profissional. Se há 40 anos o ideal e admirável era o profissional que se estabelecia num mesmo emprego por mais de 20/ 30 anos, a partir dos anos 80/ 90, o ideal profissional foi sendo transformado pelo discurso de não acomodação, ou seja, o profissional que se “prendia” a uma única empresa ou emprego por mais 6/7 anos passou a ser encarado como um sujeito acomodado, inflexível e sem perspectiva.
Outro ponto importante desta mudança conceitual sobre o profissional ideal está no aporte tecnológico que temos hoje. As denominadas “novas tecnologias”, que estão em estado constante de transformação, por isso são sempre novas, exige grande flexibilidade prática do profissional, assim como, este deve ter possibilidade de adaptação aos novos processos de trabalho.
Hoje, temos uma geração que nasceu ou se formou em meio a estes discursos e esta forma “camaleão” de ser, resultando em questões altamente positivas, como em problemas que crescem a cada momento.
Além do comportamento descompromissado, os jovens contemporâneos não possuem referenciais de comportamentos adequados nas empresas. Ainda sob o discurso da não limitação, da liberdade a qualquer preço, os jovens profissionais rejeitam padrões de comportamento que seja considerado apropriado.
Desde o término da ditadura no Brasil, palavras como limite, restrição, censura são consideradas negativas e contrárias ao desenvolvimento e ao progresso. Qualquer forma de determinação de regras de comportamento foi considerada um obstáculo à formação do sujeito. Bandeira levantada pela administração, pela pedagogia, pela psicologia, pela economia, pelas ciências humanas de forma geral, o vislumbre pelo sujeito ideal, enquanto livre e autônomo, foi considerado somente possível se não houvesse modelação de comportamento ou de pensamento.
Se o sujeito pudesse escolher por si só seu caminho, se pudesse experimentar todas as coisas do mundo, se não lhe fosse imposto limites ou nenhuma regra limitante, se o sujeito pudesse se movimentar de todas as formas, sem a necessidade de definição, não sendo considerado somente por sua quantidade de produção e trabalho.
Em entrevistas, seleções e treinamentos os jovens profissionais demostram sua variável fascinação pelo trabalho, que num momento se coloca entusiasmado e logo em seguida se desmotiva. O que será que querem? Quais são seus reais objetivos na vida? Estas questões são feitas diariamente por empregadores. A geração da informação se transforma na geração do descompromisso, daqueles que não instituem um foco e daqueles que parecem não vislumbrarem um futuro.
A rapidez da informação e das mudanças, frutos do avanço tecnológico, parece atrapalhar a constituição de um desejo futuro. É como se o futuro nunca fosse chegar, pois o presente já é por si só instável.
As empresas sofrem com esta dispersão de objetivos que resulta na alta rotatividade de funcionários. Apesar de pesquisarem e buscarem benefícios para seus colaboradores, acreditando que quanto mais puderem oferecer, mais próximos estarão da estabilidade, percebem que isto não acontece.
Nada satisfaz àquele que nada deseja. O que falta a estes jovens que estão agora no mercado de trabalho é a própria falta, que gera o desejo. Falta a falta. Quando se tem tudo ou se acredita ter tudo, não há o que desejar, portanto não há o que construir, não há o que buscar, não há por que lutar.
Por isso, por mais que as empresas e os empregadores instalem benefícios, não há garantia nenhuma de consolidação profissional destes jovens inseridos no discurso atual. O trabalho com estes profissionais não se institui com treinamentos comumente conjugados, é mais profundo, mais específico e bem mais elaborado.
SINTOMAS MAIS APRESENTADOS PELOS COLABORADORES
- rotatividade e faltas;
- necessidade de treinamento;
- conflitos internos;
- índices de satisfação;
- definição profissional da atividade realizada;
- segurança no ambiente de trabalho e na atividade profissional;
- vontade de crescimento profissional;
- entendimento das possibilidades que a empresa oferece.
- necessidade de treinamento;
- conflitos internos;
- índices de satisfação;
- definição profissional da atividade realizada;
- segurança no ambiente de trabalho e na atividade profissional;
- vontade de crescimento profissional;
- entendimento das possibilidades que a empresa oferece.
Trabalhando com novos objetivos
O trabalho psicanalítico visa, sempre, independente de ser feito individualmente ou em grupo, permitir que o sujeito, na relação com seu próprio sintoma, se responsabilize por sua situação, suas dores e seu sucesso.
O olhar psicanalítico garante profundidade na análise dos problemas nas empresas, principalmente, quando estes são gerados pela força pessoal. As pessoas são divididas entre sua subjetividade e sua objetividade, portanto, seria impossível buscar resultados para o desempenho da empresa, esquecendo a subjetividade de cada envolvido.
É neste conhecimento da construção subjetiva que reside oportunidade do trabalho psicanalítico acontecer, mesmo que seja dentro da empresa e de forma mais abreviada, visto que não se trata de trabalho psicanalítico clínico.
A Psicanálise problematiza a acomodação do sujeito e permite que se afastem os olhares ingênuos frente às situações que se repetem, seja no comportamento dos colaboradores, seja na dinâmica da empresa.
Pontos de observação:
- palavra: função e importância;
- relações de poder;
- projeto individual X projeto coletivo;
- crises, enganos, resistência;
- reconhecimento, realizações;
O olhar psicanalítico garante profundidade na análise dos problemas nas empresas, principalmente, quando estes são gerados pela força pessoal. As pessoas são divididas entre sua subjetividade e sua objetividade, portanto, seria impossível buscar resultados para o desempenho da empresa, esquecendo a subjetividade de cada envolvido.
É neste conhecimento da construção subjetiva que reside oportunidade do trabalho psicanalítico acontecer, mesmo que seja dentro da empresa e de forma mais abreviada, visto que não se trata de trabalho psicanalítico clínico.
A Psicanálise problematiza a acomodação do sujeito e permite que se afastem os olhares ingênuos frente às situações que se repetem, seja no comportamento dos colaboradores, seja na dinâmica da empresa.
Pontos de observação:
- palavra: função e importância;
- relações de poder;
- projeto individual X projeto coletivo;
- crises, enganos, resistência;
- reconhecimento, realizações;
O Mundo contemporâneo e o mercado de trabalho
Mesmo se tratando de adultos em atividades profissionais, a percepção é de que se trata de comportamentos mais encontrados em adolescentes que desconhecem seus potenciais, sua realidade, desconsiderando as responsabilidades de suas posições dentro da empresa. Esta imaturidade profissional é observada em todo contexto social. Apesar disso, é dever trabalhar, também, as questões individuais, pois cada sujeito deve responder por suas próprias escolhas.
Gestão em Pessoas - novos olhares, melhores resultados
A estrutura humana que existe nas empresas é responsável pelo seu bom desempenho, sustentabilidade e crescimento, pois são as pessoas que garantem a competitividade, a implementação de propostas de mudança e a realização de metas.
Além das questões conflitivas individuais, nossa sociedade e nossa cultura dificultam escolhas mais rígidas, dividindo constantemente o sujeito, que não sabe mais focalizar objetivos profissionais, não se sente seguro no seu próprio contexto de vida e vislumbra objetivos frágeis, inalcançáveis e afastados da sua própria realidade. Em tempos de complexidade, de acesso irrestrito à informação e de uso incondicional de várias tecnologias, resta ao sujeito inquietações.
O sujeito pós-moderno é aquele que não traz referenciais e/ou padronizações fechadas, que possibilitariam identificações mais objetivas. Por isso, tem dificuldade para dizer de si, de suas vontades, de seus problemas e questionamentos.
Além das questões conflitivas individuais, nossa sociedade e nossa cultura dificultam escolhas mais rígidas, dividindo constantemente o sujeito, que não sabe mais focalizar objetivos profissionais, não se sente seguro no seu próprio contexto de vida e vislumbra objetivos frágeis, inalcançáveis e afastados da sua própria realidade. Em tempos de complexidade, de acesso irrestrito à informação e de uso incondicional de várias tecnologias, resta ao sujeito inquietações.
O sujeito pós-moderno é aquele que não traz referenciais e/ou padronizações fechadas, que possibilitariam identificações mais objetivas. Por isso, tem dificuldade para dizer de si, de suas vontades, de seus problemas e questionamentos.
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